Categoria: sorvete

15 descobertas veganas em viagem a Santiago do Chile

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Depois de uma viagem a Bonito, no Mato Grosso do Sul, com muito cerrado, mata atlântica, grutas e rios no interior do Brasil, e uma rápida passagem pela histórica e colorida Recife, resolvemos encarar uma metrópole sul-americana e muita neve! E sem dúvida nos garantiu um dos melhores destinos até agora, que você pode acompanhar aqui!

O Chile é para ser apreciado em mais de uma viagem. Espremido entre o Pacífico e as cordilheiras dos Andes, garante uma das viagens mais diversificadas e belas de todo o continente. Escolhemos dar atenção a Santiago, com visitas aos vinhedos de seu entorno e a cidade litorânea de Viña del Mar a beira do Pacífico; e como é inverno, subir até Valle Nevado para esquiar. O centro de Santiago nos oferece museus, prédios históricos, parques, lojas e restaurantes vegetarianos. As Cordilheiras dos Andes podem ser vistas enquanto se anda na rua até o metrô. Foi tudo maravilhoso, e assim conseguimos registrar um roteiro incrivelmente bonito, divertido e gostoso para compartilhar com vocês!

O QUE FIZEMOS:

Centro de Santiago:

O centro de Santiago é muito bonito. Dá pra fazer muita coisa a pé, ou de metro. O metro lá é muito bom, e usamos muito. Você pode comprar um cartão de passagem, o Bip, e ir recarregando nas máquinas.

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Casa macabra no Barrio Paris-Londres

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As “folhas de inverno”.

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Como era inverno, colocam roupas nos cães nas ruas.

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Essa está castrada. Dava pra sentir os pontos.

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Sempre pedem carinho.

Parque Forestal e Museu de Bellas Artes:

Bem próximos a estação Bellas Artes do metro. Lá nesse parque encontramos casinhas feitas para os cachorros que ficam por lá.

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Cerro Santa Lucia:

Na entrada é preciso assinar apenas o nome e número da identidade, para controle da segurança, mas é gratuito. É muito lindo, com castelinhos, capelas e uma linda vista da cidade e cordilheiras. Em frente a saída tem um mercado de artesanato.

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Cerro San Cristobal:

O ponto mais alto de Santiago! Basta saltar na estação Baquedano e seguir em frente com as Cordilheiras a sua direita (elas estão sempre a Leste. Uma boa dica para se localizar). Fica a um quilômetro da estação, a caminhada é gostosa, o bairro é bonito, tem um mercado de artesanato no caminho e muitos bares interessantes. Chegando lá, é só comprar ingresso ida e volta no funicular que levará até o alto. A vista é sensacional. O horário ideal para ir é a tardinha para pegar o por do sol lá encima, e depois descer o funicular vendo a cidade com as luzes acesas. Lindo!

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Vinícola Concha y Toro:

Essa vinícola é a mais turística do Chile, e a maioria dos visitantes são brasileiros. Você pode visitar outras menores, mas se gostar dos vinhos da Concha y Toro como nós, que adoramos o Casillero del Diablo, faz todo sentido conhecer. Se você entende um pouco de vinhos e de inglês, vale a pena escolher a visita guiada em inglês para estar em um grupo menor. Os grupos de visitação em português são de aproximadamente 20 pessoas. Nós escolhemos em inglês, e ficamos com apenas mais cinco pessoas.

A vinícola é linda, o guia foi muito espirituoso, eles são muito pontuais, as explicações são bem básicas, e tem uma história divertida na parte subterrânea onde ficam os barris e a adega privativa da família.

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É preciso agendar antes a visita pelo site, e lá você escolhe o horário e o tipo de tour. Escolhemos o tradicional por 2 motivos: o outro tem degustação de queijos e de vinho branco. O tradicional é apenas com degustação de vinhos tintos. A Concha y Toro usa gel de peixe na decantação dos vinhos brancos. Nos vinhos tintos não usam nada de origem animal. (Saiba mais sobre escolha de vinhos veganos aqui.)

Ah, para chegar, pegamos o metro e saltamos na estação Las Mercedes. De lá, já tem taxis aguardando as pessoas que vão para a vinícola.

Viña del mar:

Essa é uma charmosa cidade litorânea a uma hora e meia de Santiago, banhada pelo oceano Pacífico. Compramos as passagens de ônibus (ida e volta) na rodoviária próximo a estação Universidade de Santiago. Lá nas pedras da praia dá pra ver leões marinhos e pelicanos. Na cidade tem o Museo Fonck, o cassino, o Parque Vergara…

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Valle Nevado:

Queríamos muito esquiar e se jogar na neve, e Valle Nevado foi a mais indicada. Lá é para quem vai praticar esportes mesmo. Para quem tem a intenção de apenas estar na neve ou está com crianças, indicam a de Farellones. Para ir, contratamos tudo na SkiTotal: transporte, roupas, equipamentos e aula. Com a aula você já ganha o ticket de acesso a estação pela gôndola. Para quem nunca esquiou é fundamental fazer a aula. Não pense que é uma atividade indutiva. As instruções foram fundamentais para conseguirmos aproveitar e curtimos muito.

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Conheça também o La Chascona (casa de Pablo Neruda), Valparaíso e Cajón del Maipo.

ONDE COMER:

Santiago tem muitos restaurantes vegetarianos e naturais, ou bares com opções veganas. Como almoçaríamos apenas 3 dias lá, decidimos selecionar os 5 principais restaurantes conforme indicação dos próprios vegetarianos chilenos. Perguntamos na página do facebook Vegetarianos en Chile (Gracias!), e agrupamos os mais indicados. Ah, o interessante é que em Santiago, diferente do que estamos acostumados no Brasil, e principalmente no Rio de Janeiro, é que os restaurantes vegetarianos estão sempre abertos para o jantar! O valor fica em torno de CLP 5.000 por pessoa. Nos desculpem a falta de imagens de pratos típicos, mas não conseguimos ir em todos. Segue abaixo os mais recomendados.

TOP 5 RESTAURANTES VEGETARIANOS EM SANTIAGO DO CHILE

1. Vegan Bunker (vegano)

Restaurante novo, vegano, libertário, com preço justo e lindo!!! Saltamos na estação Santa Isabel e fizemos uma caminhada até ele. Essa é nossa maior indicação. Daria um post só para ele.

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Torta de laranja e chocolate.

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Algum prato hindu de grão de bico com leite de coco.

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Sanduíche de seitan.

2. El Huerto (gourmet)

3. Soju

Muitos pratos típicos, maioria vegano e baratos. Fica dentro da galeria Santiago, próximo a Basílica La Merced. No facebook eles divulgam o prato do dia. Reze pra ter o dia da chorrillada ou da parrillada vegana!

4. La planta maestra (vegano)

5. PuroVerde La Pica vegetariana

 

Além das indicações, encontramos mais esses:

Arte Vegetal

Tivemos a sorte de estar lá no Dia Int. do Completo Vegano. Completo é um hotdog, e no Chile eles comem com palta, que é um creme de abacate. A promoção desse dia era de 2 completos com refrigerante a apenas CLP 2.000. O Arte Vegetal é uma loja bem atrás da Torre Entel, que vende lanches e produtos vegetarianos, muitos deles veganos.

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Empório Vegetal

A Empório Vegetal é uma lojinha vegana com muitos produtos e lanches, como salsichas, nuggets, pastel de choclo e as típicas empanadas. E até produtos cosméticos. Fica perto da estação Cumming.

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Wok

Esse fast food oriental fica dentro do Mall Costanera Center e tem uma opção chamada Vegetable Fried com fettuccine de soja.

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Zenzero

Também dentro do Mall Costanera. A Zenzero tem sorvetes de vários tipos, como orgânicos. E uma seleção enorme de sabores a base de água, sem lactose. É um dos sorvetes mais gostosos e cremosos que já provamos. Melhor que os da Freddo que provamos em Buenos Aires (veja aqui).

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Carrinho Vegusta

Queríamos muito ter conhecido, mas não deu tempo. Fica dentro da Universidad Andres Bello (UNAB). Tem sanduíches que parecem ser maravilhosos.

Herbívoro

É um restaurante vegano, mas não conseguimos ir.

Fábrica de Pizza

Andando para o Cerro San Cristobal nos deparamos com essa. Legal encontrar isso ao acaso!

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Hamburguer de soja na rua

Moça vendendo Hamburguesa de Soya próximo a saída no metro Baquedano em direção ao cerro. Passamos com pressa por ela, então não sabemos se é vegano, mas é a primeira vez que vemos hambúrgueres de soja sendo vendidos na rua com isopor.

Como água para chocolate

Tem Fajitas Vegetarianas no cardápio, que dá pra tirar o que for a base de leite. Bom pra de noite. Lota de turistas brasileiros.

Tropical (Vina del Mar)

Restaurante natural em Vina del mar, com hamburguer de soja. Quando chegamos, não tinha mais. É preciso confirmar os ingredientes do burguer e pão, e pedir sem queijo.

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E mais uma novidade! Os endereços e direções vocês podem ver nesse mapa que fizemos e estamos disponibilizando aqui! Já fica muito mais fácil de se localizar e montar um itinerário, né!

Gostaram? Compartilhe com alguém que está planejando ir ao Chile. E aproveite para ver nossas outras viagens aqui no site. Conhece Santiago e tem mais dicas? Divida conosco comentando aqui. Até a próxima!

 

Alguns grupos de Direitos Animais no Chile:

Animal Libre https://www.animallibre.org/

UAA – Unión de Amigos de los Animales https://www.uaa.cl/

Homo Vegetus https://www.homovegetus.cl/

Elige Veganismo https://www.eligeveganismo.org/

Asociacion de ayuda a caballos abandonados https://www.asociacionwinston.org/

Anima Naturalis Chile https://www.animanaturalis.org/home/cl

No más viviseccion https://www.nomasviviseccion.cl/

 

Fotos: Vegetariando Por Ai – www.vegporai.com

Roteiro vegano, o barroco, a idade média e o oriente em Recife e Olinda

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Como não amar o nordeste? Quando fomos a Alagoas ano passado, ficamos maravilhados. Mergulhar no litoral nordestino é uma experiência que desejamos repetir mais vezes e que todos possam ter um dia na vida.
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Já Recife, capital de Pernambuco, é uma das maiores metrópoles do Brasil, onde a escravidão para tração animal está sendo abolida, e terra de Paulo Freire, do frevo, maracatu e manguebeat. Nessa cidade também dá para aproveitar muito da cultura, que está melhor preservada tanto no centro histórico, quanto na cidade próxima, Olinda, a apenas 7 km de distância.
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Roteiro vegano em Bonito: guia completo para quem ama animais

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Fazia meses que não viajávamos. A última vez foi uma volta a Curitiba para o Congresso Vegetariano. Então, decidimos ir para uma região do Brasil que ainda não conhecíamos, a centro-oeste, na cidade de Bonito em Mato Grosso do Sul, eleita o melhor destino de ecoturismo do Brasil. Ainda tivemos a companhia de um casal de amigos super especiais, pois a Gracielle é co-fundadora da União Libertária Animal junto com a Dani. Então o Vegetariando por Aí pisou em solo bonitense com reforços. rs

Bonito é um destino muito concorrido, por isso, planeje sua viagem com no mínimo 6 meses de antecedência. Nós fomos comprar as passagens antes, e quando tentávamos hotel e ingressos, quatro meses antes da viagem já estava tudo esgotado. Achar uma agência e um hotel com vagas foi quase um milagre. Outra informação importante é que por questões de preservação, o número de pessoas em cada passeio é limitado, e não se vende no local, só por meio das agências de turismo. Mas é tudo muito organizado. E há muitos hotéis que tem agência própria. Nós fomos pela Bonitour e correu tudo bem.

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Mas o desafio desse destino não acabou por aí. Antes de ir, pesquisamos bastante e descobrimos que até a década de noventa, Bonito tinha como principal atividade a pecuária. Imagine veganos pisando lá! E por conta disso, é uma cidade basicamente constituída por latifúndios privados. O interessante é que ao descobrir o potencial turístico dentro das fazendas, os proprietários foram gradualmente dando mais espaço ao turismo, transformando as fazendas em Reservas Ambientais e reflorestando as áreas degradadas pela pecuária. Por isso, a maioria dos passeios turísticos em Bonito estão dentro de propriedades privadas.

O que passamos longe

É claro que algumas das fazendas continuam dividindo suas atividades entre o turismo e a pecuária, mas como condição de irmos a Bonito, resolvemos pesquisar e encontrar as que por ventura, abandonaram tal atividade, se dedicando apenas ao turismo. Até porque, 60% do que se paga em cada passeio é repassado diretamente para o dono da propriedade, e não gostaríamos de pagar nada a um pecuarista, atividade que mais mata animais e degrada o meio ambiente.Não boicotamos nenhuma cidade por ter atividade de exploração animal. Qual é isenta disso? Nós queremos justamente identificar e problematizar essa exploração, dar atenção a esses animais com um foco diferente do mostrado no turismo como romantizada, tirando-os da invisibilidade. Mas o principal, que é o tom do nosso blog, é mostrar que podemos aproveitar o melhor, fazendo escolhas éticas. E que a cidade tem potencial sem explorar animais. Precisamos ocupar espaços. Então descobrimos que ainda dividem suas atividades entre turismo e pecuária:
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– Recanto Ecológico Rio da Prata, que é também a Fazenda Cabeceira do Rio da Prata e tem a flutuação na Lagoa Misteriosa. A Estância Mimosa é do mesmo grupo.  É a parte turística e reservada da Fazenda Cabeceira do Prata que cria animais para abate de acordo com o próprio site: https://www.fazendacabeceiradoprata.com.br/turismo/
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– Fazenda Boca da Onça, com o rapel na cachoeira boca da onça. Segundo o próprio site: “A pecuária é exercida numa área de 900 ha de pastagens. Como o solo é extremamente fértil a capacidade de suporte da fazenda é de 2,33 cabeça/ha, o que comprova o alto índice de produtividade do solo da Serra da Bodoquena. A genética do rebanho provém da raça zebuína Guzerá (originária da Índia). O rebanho de Haroldo Quartim Barbosa é conhecido sob o nome Marca Sol e atesta um trabalho eficiente de seleção genética que vem sendo desenvolvido desde 1995.” Fonte: https://www.bocadaonca.com.br/por/c3/a-fazenda.html
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– Fazenda São Geraldo, que tem flutuação no Rio Sucuri. Segundo o site da Bonito Conventions & Visitors Bureau “A fazenda São Geraldo desenvolve quatro tipos de atividades econômica: pecuária, extração de calcário calcítico, agricultura e turismo.”  https://www.bcvb.com.br/bonito/
bonito
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Além disso, procriam animais silvestres em cativeiro ou domesticam animais soltos para que fiquem a disposição para turistas os manusearem e tirarem fotos:
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.- Projeto Jiboia: procria cobras artificialmente e as usa para sessões de fotos com turistas as manuseando.
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– Fazenda Rio do Peixe: apesar de terem parado com a pecuária, há diversas araras que eles domesticaram e que são manuseadas por turistas. Há quem fale até de corte de asas.
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– Balneário do Sol: um verdadeiro horror, com diversos animais amarrados em árvores para os turistas fazerem o que bem entender.
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– Cavalgada: nem pensar.
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É triste  ver que há pessoas que estão em meio a natureza para explorá-la e torná-la dependente, e que há turistas que escolhem um lugar de natureza exuberante para se divertir com animais confinados ou domesticados, usados como recursos. Muito paradoxal. A beleza de um animal está em sua liberdade, vivendo para suas próprias razões. Defendê-los não é criar outros artificialmente como animal doméstico, é preservar seu habitat e estimular que as pessoas os admirem em liberdade, não como propriedade. E abaixo há exemplos disso.
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O que fizemos e amamos

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Bom, após levantar o que não iríamos compactuar, criamos o nosso roteiro de 3 dias inteiros (reserve os dias de viagem apenas para isso, já que após chegar no aeroporto de Campo Grande, a viagem por terra até Bonito é de 4 horas. Há aeroporto em Bonito, mas os vôos são bem caros e apenas 2 por semana). São basicamente 2 passeios por dia, já que geralmente são de meio período.
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– Gruta do Lago Azul

Lugar espetacular. Não tem mergulho, é para fazer a trilha gruta abaixo e contemplar a cor da água do lençol freático e as estalactites de calcário. O lugar foi tombado e agora é da União. É espetacular.

– Balneário Municipal

 o passeio mais em conta. O interessante é que em domingos e feriados, só pode entrar moradores da cidade. Por ele passa o Rio Formoso, onde nadamos com peixes piraputangas lindos. Esse você pode comprar o ingresso direto no local, e dá pra ir de bicicleta alugada no centro. Na parte da manhã, vários miquinhos visitam o balneário, ficam comendo frutas pelas árvores e olhando curiosos para as pessoas. São lindos e super inteligentes.

– Buraco das Araras

é o mais longe de Bonito e se observa aves livres fazendo seus ninhos nessa cratera. Com o sucesso do Buraco das Araras, aos poucos as atividades de pecuária da Fazenda Alegria foram dando lugar para a organização turística, mais rentável e mais prazerosa para a família, que via seu lugar ser cada vez mais admirado e respeitado por pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo.A trilha e a cratera por si só são um espetáculo que vale a visita. Ver os animais é algo espontâneo e inesperado, já que estão livres em seu habitat natural, sem nenhuma domesticação, o que torna o momento incrivelmente especial. As araras costumam passear quando o tempo está mais fresco. Nós fomos a tardinha e tivemos a sorte de ver um grupo em uma árvore, e em um momento revoaram juntas, grasnando e dando voltas até irem onde bem entenderam e sumiram pelas árvores. Foi emocionante.

– Aquário Natural

Essa propriedade até o ano de 1987 fazia parte de uma grande fazenda “Três Rios”, que tinha como atividade econômica a pecuária de corte. Nessa época não havia a preocupação com os rios e as florestas, sendo que esses eram explorados de maneira desordenada e predatória. Partes das matas ciliares foram desmatadas para formação de pastagem e as nascentes do rio Baía Bonita eram usadas como bebedouro para o gado. Após a aquisição da área, os atuais proprietários suspenderam a atividade da pecuária, iniciaram os trabalhos de recuperação das matas, das nascentes e dos rios, e começaram a estruturar a propriedade para implantação da atividade do ecoturismo. A partir de agosto de 1995, com a obtenção do licenciamento ambiental o empreendimento turístico Reserva Ecológica Baía Bonita “Aquário Natural” inicia suas atividades voltadas ao ecoturismo. Essas atividades consistem na flutuação do rio Baía Bonita, contemplação e lazer no rio Formoso. Eles possuíam um mini zoológico com animais silvestres da região. Felizmente não existe mais.

– Bike Tour Lobo Guará

foram 18 km de muita diversão e contemplação, pedalando por estradas, trilhas e chegando no rio formosinho para um mergulho. Antes, plantamos mudas de árvores em uma área onde está sendo reflorestada. O projeto Lobo Guará já plantou mais de 2 mil mudas de árvores nativas do cerrado e mata atlântica. O Márcio, idealizador desse projeto, também faz campanha por atitudes e politicas públicas para proteger animais nativos da região que constantemente morrem atropelados nas rodovias da região, como tamanduás e antas. Diminuição da velocidade e passagens subterrâneas seriam medidas que salvariam muitos animais dessa chacina.

– Boia Cross

Fica no hotel Cabanas, que é próximo ao Balneário Municipal. Preferimos o boia cross ao bote, por esse parecer mais divertido.

– Centro

A principal rua de Bonito é a Coronel Pilad Rebuá. É nela onde tudo se encontra, com a pequena feira dos artesãos, bikes para aluguel, agências, lojas, restaurantes, etc. Os demais estão em ruas transversais a esta.
Nós tivemos a oportunidade de ver muitos animais vivendo naturalmente em liberdade no seu próprio habitat natural, longe de qualquer domesticação. O legal disso é que ocorre de forma totalmente inesperada e espontânea, tornando o momento simplesmente mágico, vendo animais cheios de si. Aranhas, tucanos, araras, ubus, jacarés, jiboia, micos, peixes, etc.
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Onde comemos

Bonito não possui nenhum restaurante vegetariano, mas há lugares com opções marcadas no cardápio, geralmente ovolactovegetariana, mas que algumas dá pra mudar ingredientes. E outros restaurantes com buffet bem variado, possibilitando um prato muito rico. Nós conseguimos nos alimentar muito bem em Bonito.
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– Restaurante Arco Íris

Fica na rua principal do centro, próximo a praça e ao Oca. Abre para almoço e jantar. É buffet livre a R$21,00. A comida é simples e muito gostosa. Dá pra fazer um prato bem bonito, gostoso e saciável com aquela cara de comida caseira. Verifique se o macarrão é de sêmola.

– Restaurante da Vovó

o dono é muito simpático. Toda a equipe foi muito atenciosa. Aliás, parece que todos em Bonito são super gentis e educados. A comida é espetacular e feita em fogão a lenha e panelas de barro. Com uma variedade maravilhosa desde a parte da salada aos pratos quentes com legumes refogados. Então mesmo não tendo um “prato principal” vegetariano/vegano, isso não fez falta alguma. Jantamos lá um noite e no dia seguinte voltamos para o almoço. Fica na Rua Sen Filinto Muller, próximo ao Palácio dos Sorvetes.
– Balneário Municipal: Lá dentro tem 3 restaurantes. No dia que visitamos o balneário, almoçamos no do meio pedindo porções: mandioca, batata frita, arroz, feijão e salada. Ah, e suco de guavira, uma fruta típica do cerrado, deliciosa!

– Kiosque Trattoria

restaurante italiano e natural que inaugurou recentemente na Villa Rebuá, localizada na rua principal do centro de Bonito. Tem muitas opções vegetarianas no cardápio e algumas veganas. Você escolhe uma massa (tem que verificar qual não tem ovos), o que acompanha e um molho. Nas opções de proteína, tem almôndegas de linhaça e castanha do pará. Para sobremesa tem sorvets. O lugar é muito charmoso, tranquilo e perfeito para tomar um vinho. Aproximadamente R$30,00 por pessoa.

– Taboa Bar

No cardápio do Taboa, que é um bar com música ao vivo e o mais badalado de Bonito, tem hamburguer vegetariano sem ovo na composição. Ele vem acompanhado de arroz e legumes na manteiga, que basta pedir para trocar por azeite no preparo. É muito gostoso. Custa R$25,00. O Taboa também produz cachaça, mas ela é feita com mel.

– Oca Restaurante

Opção também para de noite, é o segundo mais popular de Bonito. Tem muitas opções ovolactovegetarianas no cardápio, como mandioca recheada, hamburguer e tapiocas. O que conseguimos comer foi a tapioca de pizza sem o queijo (e fica bem gostosa) e a batata frita. Deixamos de sugestão na página deles a troca no queijo animal por queijo de mandioca ou creme de milho.

– Palácio dos Sorvetes

Com mais de 70 sabores, possui uns 15 sem lactose. Jamelão, graviola, cajamanga, genipapo, umbu, amora, acerola, limão,… Os melhores são tangerina e cupuaçu. Cada pote que fizemos, com várias bolas de cada sabor, deu R$11,00 e pouco.

– Delícias do Cerrado

é uma sorveteria que não tem opções sem lactose nos sorvetes de pote. Mas lendo os ingredientes, você pode encontrar alguns picolés sem leite, e provar alguns de frutas típicas bem diferentes. O de murici é muito gostoso.

– Feira do artesão

Além de lembrancinhas, tem a venda cachaça, licor e doces. Fica na rua principal do centro.
Lindo ver como as coisas podem mudar, né? Como animais podem ser admirados e protegidos em liberdade no seu próprio habitat natural. Como famílias podem mudar sua atividade econômica de exploratória para ambiental, e uma cidade inteira seguindo esse caminho.
Foi um destino que nos lembrou muito a campanha Quebre Gaiolas e Plante Árvores da União Libertária Animal (ULA). Cada iniciativa pessoal é importante e inspira outras. E você? Tem mais dicas pra gente? Compartilha nos comentários e confira os destinos passados. Até o próximo!

Atualização:

Agora também há um restaurante árabe com opções veganas, o Turquesa Árabe e Natural. Próximo a rua principal.  Rua 29 de maio, 970

Vegetariando por Buenos Aires: roteiro do tango ao rango

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Olá, amigas e amigos do Vegetariando por aí! Como é bom tê-los sempre conosco! Nesse post, falaremos sobre Buenos Aires, que foi nosso primeiro destino registrado, o que deu origem ao nosso blog! No entanto, estávamos empolgados e acabamos por dividi-lo em cinco posts distintos! Portanto, agora decidimos fazer um resumo (será?) e transformar em um único post, mais fácil de ser acessado.

 

 

Após, conexões, trocas de moeda e muitas informações, enfim chegamos maravilhados a Buenos Aires, a cidade mais europeia da América Latina! Nos hospedamos no centro, em um hotel muito bem localizado na Plaza San Martín, perto da Calle Florida, que é a rua de comércio mais movimentada da cidade. Como estávamos famintos, a meta era descobrir onde parar para comer algo, e encontramos na própria Calle Florida com a Diagonal Norte, o restaurante vegano que seria o nosso xodó e salvação durante a viagem: Picnic.

 

O nome pequeno não condiz com o tamanho do lugar. É um restaurante de três andares! No entanto, a palavra simples e que transmite informalidade passa uma boa imagem do que encontramos lá. Note que simplicidade se distingue de comum. O restaurante não tem garçons (você pede, paga e pega no balcão), tem uma decoração criativa, colorida, moderna e linda, e o cardápio tem opções de almoço, sucos orgânicos, lanche e cafés. Tudo vegano!

 

 

 

Pedimos sanduíches bem diferentes com papas fritas, um frappe e um suco mistureba. Sinceramente, não lembro exatamente de que era nada, só que era uta delícia! Gastamos em médica 50 pesos por pessoa.

 

Na manhã seguinte fomos ao ponto inicial do Bus Turístico, que fica na Av Corrientes, perto do Picnic, e compramos nossos tíquetes. É a melhor coisa a se fazer quando se está pela primeira vez na cidade. Você viaja tranquilo por praticamente todos os pontos importantes. Pode fazer o trajeto completo ou parar em um dos pontos e esperar outro Bus, que passa em média de 20 em 20 minutos. Então se você quer utilizar o Bus Turístico, esteja com pesos (eles só aceitam essa forma de pagamento) e chegue no ponto de compra cedo!

 

Nesse primeiro dia de passeio no Bus Turístico, passamos muito tempo no La Bombonera, pois fizemos questão de fazer visita guiada e aproveitar bem o estádio. Foi muito legal ver todos os detalhes, saber das histórias, pisar no gramado, se agarrar na grade da geral, arquibancadas, bancos reservados,… O Bombonera e o time Boca Jrs têm muitas peculiaridades.

 

 

Depois, almoçamos no Restaurante Bio em Palermo Velho. Andamos muito para encontrar o restaurante, mas valeu muito a pena. No entanto, em viagem tempo é dinheiro, portanto, a dica é pegar um taxi para chegar até ele. Ele é bem pequeno e charmoso. É um restaurante natural e orgânico a la carte que possui muitas opções veganas no cardápio, inclusive devidamente marcadas.

 

 

Apesar da apresentação do prato ser simples, o que se sente ao degustá-lo é algo surpreendente. Os sabores são incríveis. Vale pedir a sobremesa de torta crudívora de chocolate com framboesas. Realmente nos surpreendeu. Em média 70 pesos por pessoa.

De volta a Florida, encontramos agentes que vendem pacotes para shows em casas de tango. Essa foi uma ótima oportunidade, pois os valores que pesquisamos pela internet estavam muito mais caros, e o que compramos tivemos orientação para a escolha da casa de Tango e ainda van pegando e deixando no hotel. Compramos um pacote apenas com o show, sem o jantar e bebidas, que custaria apenas o dobro, porém não sabíamos se lá teria opções veganas, e realmente não tinha, só as saladas. No entanto, valeria a pena pelas bebidas, que são bem mais caras. Pagamos a parte o vinho que nos acompanhou no show (veja nosso post sobre vinhos veganos).

Escolhemos uma casa tradicional em Buenos Aires, tombada como patrimônio cultural da cidade, e que tem uma apresentação mais clássica do Tango. O show foi lindo, encantador e divertido.  O legal de ir no serviço de van deles é conhecer o pessoal que vai junto, todos no mesmo clima! Conhecemos uma galerinha asiática que pediram foto e um casal de cearenses super animados! Show com translado foi 150 pesos.

 

No dia seguinte saímos tarde do hotel e preferimos adiantar o almoço para depois passar o dia rodando pelos pontos turísticos com o ônibus especial. Procuramos o restaurante Talusi, na Florida com Av Marcelo Alvear, em uma Galeria bem na Praça San Martin, mas ele fechou. Fomos então ao restaurante Granix, na Galeria Guenger, na Florida. Ele é grande, não mais que o PicNic, mas é um restaurante no estilo “pague e coma a vontade” (a 46 pesos) ovo lacto vegetariano, que resolveu “compensar a falta de carne” com ovos e leite. Não há pratos veganos, a não ser que você fique só na salada. Não valeu nem foto.

Nesse último dia de Bus Turísticos queríamos aproveitá-lo com o Caminito. O lugar é lindo, artístico e ótimo para comprar as lembranças. Mas pesquise, pois há muitas coisas iguais com preços diferentes. As lojas do começo da rua costumam ser mais caras. O show de tango nas ruas é um espetáculo. Os dançarinos são super simpáticos e para quem quiser se aventurar eles dão aulas nas ruas que rendem muitas risadas.

 

 

Fomos ao Museu de Cera do Caminito. É cobrado 17 pesos para olhar um pequeno corredor de bonecos de cera com algumas informações da cidade, mas que não nos agradou. Se você estiver com tempo de sobra pode ser um lugar a mais, mas não é fundamental.

Na volta, já no final da tarde, nossos estômagos foram salvos visitando novamente o Pic Nic. Pedimos os outros sanduíches do cardápio, um com falafel, e um alfajoreo.

Começamos o penúltimo dia comprando mais um ticket para o Bus Turístico porque ainda tinha muito a ser visto e o tempo estava passando muito rápido. Depois disso, como todo bom vegetariano fomos em busca de novos restaurantes. Os alvos foram o Onda Verde e o Sattva, que ficam um ao lado do outro, na Montevideo com a Corrientes. Mas, para a nossa infelicidade o Onda Verde passou o ponto e o Sattva estava fechado para férias. Resolvemos segurar a fome e seguimos para o nosso roteiro do dia, pois tínhamos que aproveitar a cidade ao máximo. Ainda a pé pelo centro, começamos pela Manzana de las luces, que por ser muito cedo, estava sem turista algum! A vontade era de ficar o dia inteiro, curtindo a sombra e a música ambiente. Saindo de lá caminhamos para os pontos mais corriqueiros: obelisco, casa rosada, plaza de mayo, teatro colón e nossa, cansa só de lembrar!

 

 

Depois desse tour Express, pegamos o Bus até o MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires), com entrada a 25 pesos. A Daniele estava ansiosa para encontrar com a Frida, portanto, apesar da pressa do Tiago, consideramos uma parada importante para apreciar grandes pintores latinos, entre eles os brasileiros (com muito orgulho) Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti. Foi de arrepiar.

De lá, visitamos o lindo Jardim Japonês (15 pesos para entrar). O lugar tem o perfeccionismo da cultura japonesa, com jardins minuciosamente esculpidos e cuidados. Lá dentro tem um restaurante japonês cheio e não muito em conta, onde acabamos por comer, por não ter encontrado nada antes. Pedimos enrolados de abacate, cenoura, pepino e shitake. Geralmente é o futomaki e pedimos para tirar o kani.

 

Saindo do Jardim, o nosso planejamento era seguir para o Cemitério da Recoleta, mas essa parada era bem próxima a Universidade de Direito, ao Museu de Belas artes (com entrada gratuita) e a Floralis Genéris, que é um monumento impressionante!  Agora sim era hora do tão esperado Cemitério da Recoleta. Tudo encaixaria bem, se não fosse uma surpresa nada grata: ele fecha às 17h e chegamos 10 minutos depois. Aproveitamos então para tomar um sorvete sem leite na famosa e tradicional Freddo, pois há uma grande na frente do cemitério.

 

Ao anoitecer, vimos os fogos do dia de reis na Ponte de la Mujer, na charmosa Puerto Madero. E é engraçado como os fogos deles são mais silenciosos que os nossos! rs. Eram mais luzes e menos barulho. Vale a pena aproveitar o clima noturno da ponte, uma leve brisa e ficar sentado olhando e relaxando com a paisagem. Mas a noite argentina realmente começa muito tarde. Era 1:00 da manhã quando saímos da ponte e as casas noturnas não estavam nem esquentando. Preferimos ir descansar para aproveitar o último dia!

 

Esse dia já amanheceu com um gostinho de saudade. Mas não deixamos nos abater, pois tínhamos uma pendência a pagar, conhecer o Cemitério da Recoleta. Como não tínhamos mais tempo a perder, pegamos um taxi e em menos de 10 minutos estávamos lá. Um lugar único na América latina, com uma arquitetura impressionante. É um passeio exótico caminhar entre caixões e mausoléus centenários, todos de famílias tradicionais e personalidades como presidentes e a própria Evita Perón. Isso nos faz lembrar que matéria é apenas matéria, o que fica é realmente o que construímos em vida.

O mais interessante são as belíssimas esculturas de arcanjos, querubins e rosáceas, cada uma com seu significado, como o de proteger os que ali descansam em paz. Uma surpresa foi encontrar um mausoléu com as fotos de toda a família ali sepultada e entre elas, a do cachorro, demonstrando que ele realmente fazia parte da família. Muito digno e respeitoso. Uma sepultura que nos chamou a atenção foi a da Liliana Crociati de Szaszak (1944-1970), jovem de 26 anos. O túmulo foi projetado por sua mãe no estilo gótico. Adjacente à tumba, há um “pódio” de pedra com uma estátua em tamanho real de Liliana. Após a morte do cão Sabú, amigo da moça, o artista esculpiu uma estátua dele e a pôs ao lado da estátua de sua tutora, cuja mão resta acariciando a sua cabeça. Foi um passeio muito interessante.

 

Na volta, almoçamos novamente no Pic Nic.  A diferença é que antes sempre chegávamos lá na hora do lanche, e já não estavam mais servindo refeições. Dessa vez, bem no horário de almoço, o lugar estava cheio! Pedimos os risotos da casa. Um com tofú e outro ao curry. Diferente do que somos acostumados no Brasil, esses são mais secos, mas gostosos. Não pedimos a salada, mas pareceu ser uma ótima opção para os dias de sol intenso. Também aproveitamos para experimentar os sucos, que são de produção da casa e 100% orgânicos. Adoramos o de laranja com gengibre!

Após o nosso último prato, conseguimos ir bem calmamente para o aeroporto. E quem sabe um dia voltaremos para experimentar os outros restaurantes que não achamos ou simplesmente para rever os que adoramos. Adiós, querida Buenos Aires! E até o próximo destino, amig@s!

Roteiro vegano de dois dias na cosmopolita São Paulo

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Depois de um período sem viagens, sendo a última de grande beleza e descobertas pelas praias de Maceió no nordeste do Brasil, o Vegetariando por aí está de volta com um site novinho e com um novo destino super esperado por nós em uma selva de pedra repleta de novidades veganas!

São Paulo é umas das maiores metrópoles mundiais, a maior brasileira, e por isso onde tudo chega antes e fervilha criações. Não é a toa que é o lugar com mais iniciativas de Direitos Animais, e por conseguinte, mais opções veganas! Lá encontramos lojas e centros culturais especializados em Direitos Animais. Lugares ricos em intervenções urbanas, artísticas, políticas e sociais. Pelas ruas, em meio ao concreto, muita gente, muitas tribos, muito grafitte, muitas mensagens. Em muitas delas, já não era surpresa encontrar algo relacionado a animais e vegetarianismo. Passamos dois dias corridos pela cidade que nunca dorme, fazendo um verdadeiro tour vegano gastronômico! Os lugares foram selecionados de acordo com indicações de amigos ativistas moradores de São Paulo.

Na chegada tivemos um grande problema com o Saci Hostel, do qual fizemos reserva com um mês de antecedência para ficarmos no mesmo hostel que uma amiga que estava viajando conosco, a Patrícia Fittipaldi, fundadora do Santuário das Fadas, um lugar que resgata dos maus tratos e abriga animais de diversas espécies, incluindo vacas, bois, porcos, cabritos, galos, patos, cães, gatos,… Mas quando chegamos, tivemos a infeliz surpresa de que eles praticam overbooking, ou seja, também reservaram a nossa vaga para outras pessoas. Tiveram que nos reembolsar o valor já pago e fomos às cegas para outro hostel, que acabou sendo melhor e mais em conta, o Vila Rock Hostel. O lugar tem uma decoração moderna com temática rock’n roll, café da manhã incluído, sala de bilhar com bar e som, um terraço com vista linda e é perto do metrô Sumaré!

São Paulo possui uma grande malha metroviária, então a melhor forma de andar por lá é de metrô. Por ele, fomos até o bairro da Liberdade, aquele típico japonês, e almoçamos no restaurante vegano Broto de Primavera. O lugar é acolhedor, com refeições a la carte e lanches como hotdogs e pães. O prato do dia era uma sensacional paella com algas e de sobremesa uma torta de chocolate com menta! Tudo vegano! Nota mil!!!
Saímos de lá e fomos andando pelo bairro da Liberdade até chegar a Praça da Sé, onde está a Catedral Metropolitana de São Paulo, uma das cinco maiores igrejas neogóticas do mundo. De lá,  chegamos a Galeria do Rock, onde dá pra encontrar artigos incríveis! Lá também tem uma lojinha com produtos e salgados veganos, a Art Vegan.
A noite tentamos comer pizza vegana na Asseama, mas a encontramos fechada, então pegamos o metrô de volta e fomos ao Tubaína Bar, perto da Av Paulista. É um bar retrô especializado em refrigerantes antigos e tem um amplo cardápio com opções veganas, incluindo salgadinhos. Comemos mandiopã e um hamburguer de tofú defumado que foi um dos mais deliciosos já provado. Depois, uma torta de nutela vegana e o irreverente drink Cosmopolitan do Agreste.
No domingo, o almoço foi no Loving Hut, uma rede internacional de restaurantes veganos. É um buffet com pratos prioritariamente orientais e muito gostosos. O restaurante é bem grande em comparação com os demais vegetarianos. De lá, caminhamos até a Prime Dog, uma lanchonete com várias opções veganas, como beirut, hamburguer, presunto vegano, etc. A expectativa foi grande, mas a avaliação é para o “bom”. Mas vale a pena conhecer!
A tarde chegamos a Loja Centro de Adoção, onde ficam alguns animais aguardando um lar, incluindo um galo resgatado de rinhas,  materiais de grupos de Direitos Animais a venda, artigos para animais, um brechó com peças reutilizadas e um consultório veterinário, onde ocorre também mutirões de esterilização. É um ambiente muito gostoso, não deixem de conhecer!
Depois chegamos a incrível Matilha Centro Cultural! É um espaço ímpar criado para a convergência de lutas, para intervenções políticas de desconstrução e reconstrução. Tem diversos ambientes como um salão com exposição de arte ativista, também usado para adoção de animais resgatados que ficam soltos, se apropriando do ambiente, interagindo com todos os demais e as pessoas que lá visitam. Ali também tem um bar com lanches veganos, encima uma sala de cinema para exibição de documentários e filmes independentes. O lugar é um paraíso. Um dia ainda conseguiremos criar algo assim no Rio também. Ah, o Matilha tem programação gratuita ou a preços populares e é aberto ao público, incluindo humanos. Não deixem de visitar!!! 😉

 

 

Para fechar a visita a São Paulo, tomamos sorvete sem lactose na Soroko! A tradicional sorveteria tem vários sabores cremosos de sorvetes veganos! Mais deliciosos que qualquer outro! Gostaríamos muito de ter conhecido também a nova loja vegana Veggie Life Store, o Vegacy e o Lar Vegetariano, mas não deu tempo. Fica de dica para quem conseguir. Esperamos que tenham gostado do relato das nossas experiências, se tiverem mais dicas comentem aqui, não deixem de conferir os outros destinos e até a póxima!!!

 

Santuário das Fadas: www.santuariodasfadas.org

 

SERVIÇO:

Vila Rock Hostel: www.vilarockhostel.com‎ (aprox R$40,00 por pessoa)

(SÁBADO) Loja Art Vegan na Galeria do Rock. Das 10 as 18h.

(SÁBADO) Veggie Life Store Rua Barão de Itapetininga, 37, Loja 47, São Paulo. (a 500 m da Galeria do Rock)

(DOM) Loja Centro de adoção: Rua General Jardim, 234 – Centro / São Paulo – Fone: 11 3151-2536 10 as 20h.

(DOM) Matilha Centro Cultural: Rua Rêgo Freitas, 542 São Paulo – SP https://www.matilhacultural.com.br/

ALMOÇO

(SÁBADO) Vegacy: Rua Augusta, 2061 – Cerqueira César – São Paulo – SP (11) 3062 9989 Segunda a sábado das 11h às 21h30

(SÁBADO) Broto de Primavera: Rua São Joaquim, 295 – Liberdade – São Paulo/SP (próx. Metrô São Joaquim) Tel: (011) 3203-1340 De segunda-feira à sábado, das 11:30h às 15:30h (aprox R$35,00 por pessoa)

(DOM) Loving Hut: R. França Pinto, 243 – Vila Mariana São Paulo, (11) 2385-2125 sab e dom de 12h a 15:30h (aprox R$20,00 por pessoa)

LANCHE

Prime Dog: Rua Vergueiro, 1969 Vila Mariana, todo os dias até 7 da manha. (aprox R$20,00 por pessoa)

Sorveteria Soroko: R. Augusta, 305 – Consolação São Paulo, seg a seg meio dia as 22h (aprox R$05,00 por pessoa)

JANTAR

(SÁBADO) Lar Vegetariano Rua Venâncio Aires, 797 – Pompéia

( a 2 quadras do Shopping Bourbon) Sábados das 19h às 22:30h (11) 3862-1308 / 3464 – 0603 .

ASSEAMA – Associação Espírita Amigos do Animais: Rua Manuel de Moura, 63 – Parque Vitória (Tucuruvi) – São Paulo – SP (11) 3534-3643

Tubaína Bar Sábado das 13hs às 3hs.​ Haddock Lobo, 74 São Paulo Tel (11) 3129-4930 (aprox R$50,00 por pessoa)

É leve, é? Roteiro de viagem vegano em Maceió, Alagoas

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Bem vindos a mais um destino do Vegetariando por aí! Após explorar delícias veganas no sul, sudeste e norte, resolvemos conhecer das mais belas praias do nordeste brasileiro, o que acabou se desdobrando no lugar mais impressionante já visitado durante o Vegetariando por aí. Pousamos em Maceió, capital de Alagoas, terra dos guerreiros, rendas, mangaba, coco, tapioca, pitanga, castanhas, piscinas naturais… Estado que aboliu a exploração de animais em circos desde 2011 e que tem movimentação vegana em ascensão.
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Paraty para vegetarianos e veganos

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Estamos de volta a um lugar que gostamos muito: Paraty, cidade litorânea a 2 horas de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. A cidade possui o Centro Histórico com casas coloniais e ruas de pedra sem circulação de carros, um dos maiores destinos turísticos do país. Essas casas históricas abrigam hoje pousadas, restaurantes, ateliês e lojas de cachaças de produção local e artesanal. Mas será que há restaurantes veganos em Paraty?

 

artesanato paraty

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