Category: nordeste

Roteiro vegano, o barroco, a idade média e o oriente em Recife e Olinda

Como não amar o nordeste? Quando fomos a Alagoas ano passado, ficamos maravilhados. Mergulhar no litoral nordestino é uma experiência que desejamos repetir mais vezes e que todos possam ter um dia na vida.
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Já Recife, capital de Pernambuco, é uma das maiores metrópoles do Brasil, onde a escravidão para tração animal está sendo abolida, e terra de Paulo Freire, do frevo, maracatu e manguebeat. Nessa cidade também dá para aproveitar muito da cultura, que está melhor preservada tanto no centro histórico, quanto na cidade próxima, Olinda, a apenas 7 km de distância.
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Recife é assim chamada por causa dos “arrecifes”, grande barreira rochosa de arenito que se estende por toda a sua costa, formando piscinas naturais.  Também é chamada de “Veneza brasileira”, já que possui uma paisagem cortada por pontes, canais e rios. Dá até para conhecer a cidade por um passeio de catamarã que ficam oferendo no Marco Zero.
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A tia do Tiago mora em Recife, e o lanche típico de boas vindas foi muita tapioca, cuscus no leite de coco, inhame cozido e café. A fruta típica é  caju. Bom demais!
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ONDE PASSEAMOS
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– Praia de Boa Viagem:
A praia é muito bonita, só não é indicado atravessar a barreira de recifes. Devido a obras e outras interferências humanas no ecossistema (aterros para o Porto de Suape, desvio de nutrientes do rio com a construção do quebra-mar, despejo de restos de peixes no mar pela pesca, etc.), tubarões* podem chegar mais próximo do litoral de Recife. No entanto, acidentes com tubarões são situações extremamente raras.
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Alguns começaram a criar uma cultura do medo e do ódio, tentando levar a população ao desespero e fortalecer uma chacina de tubarões que já ocorre no mundo, levando esses animais sencientes e importantes para o equilíbrio do ecossistema marítimo, a uma situação alarmante. No mundo, são mortos aproximadamente 100 milhões de tubarões por ano, enquanto a média de pessoas mortas por mordidas de tubarão é inferior a cinco. Acidentes com águas vivas, cocos, bebidas alcoólicas e afogamentos são bem mais comuns nas praias.
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– Recife antigo:
Rua Bom Jesus, Embaixada dos bonecos, Marco Zero, Paço do Frevo…
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– Casa da Cultura
Antiga casa de detenção, a celas se tornaram lojinhas de artesanato local.
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– Museu da Abolição
Um dos raros museus do Brasil a contemplar essa história.
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– Olinda:
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– Brennand:
Museu particular sobre idade medieval. Com esculturas, armaduras, quadros… É bem impressionante. A estátua de Rodin é original. A oitava das 24 feitas por ele em bronze.
Pernambuco tem muitos lugares maravilhosos para conhecer. E estando em Recife, você pode aproveitar para conhecer outras cidades próximas, como Olinda. Como essa viagem foi curta e sem muito planejamento, então, apesar de fazermos muita coisa legal, não deu pra fazer tudo o que gostaríamos. Aproveite para ir a Praia dos Carneiros, a duas horas de Recife. As agências vendem o passeio.
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ONDE COMEMOS
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Papaya Verde
Almoçamos (mas tem ceia): Fomos achando que era um restaurante  vegetariano. Não é. Mas possui muitos pratos veganos e deliciosos. Lá experimentamos uma das melhores comidas. O pure de mandioquinha com alga nori é de lembrar pra sempre. Tinha muito seitan acebolado também (a Dani pira!).
O pião pira!

Rua Santo Elias, 409 – Espinheiro

O Vegetariano
Almoçamos: Restaurante lacto com indicação de quais pratos são veganos. Tem ensopado de carne de jaca!!! E uma pizza de tofu deliciosa. Lá também vende glutadela e o típico refrigerante Cajuína.
Rua Dom Pedro Henrique, 153, Soledade.
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Yohei Sushi
Jantamos: Era uma noite que chovia muito, as ruas de Recife alagaram e o trânsito parou. Pedimos delivery do combo vegetariano, com legumes e cogumelos. Um combo por pessoa. Muito bom!

Rua João Tude de Melo, 77 – Lojas 28/29 | Shopping Parnamirim

Empório Vegetal

Almoçamos: Restaurante ovolactovegetariano. No cardápio tem carne de jaca e feijoada vegetariana, dentre outras delícias.

Foto: Empório Vegetal

Rua Capitão Rebelinho, 696 – Pina

Restaurante Burgogui
Jantamos: Restaurante coreano com um dos pratos principais, o churrasco coreano, feito na versão com shitake.  De entrada vem missoshiro, sopa de soja que adoramos. Outros podem ser adaptados. Esse churrasco é delicioso e tem um jeito especial para comer. O atendimento é muito atencioso.
Rua Venezuela, 153, Espinheiro
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Cozinha Divida 
Almoçamos: Restaurante lactovegetariano em Olinda. O prato é R$13,00 e tem duas opções por dia. a feijoada tinha provolone, então escolhemos a lentilha, muito gostosa. E vem com um bolinho de soja muito bom também. E bem temperados no curry. Depois pedimos um picolé Della Fruta que é fabricado em Recife. Os de graviola e de cajá são sem lactose.
Av. Sigismundo Gonçalves, 290 Olinda
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ONDE COMER MAIS
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Cantina Vegetariana (ovolactovegetariano)
Rua Arsenio Calaca 102, San Martin
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Casa do Naturista (ovolactovegetariano)
Rua 24 Maio, 90, Santo Antônio.
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Confraria do Sanduba
Tem opção de sanduba vegetariano. Não tem leite no pão, nem ovo no hambúrguer. Pedir sem queijo coalho.
Rua Real da Torre, 1070 – Torre
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Restaurante Vida longa (lactovegetariano)
Tem carne de jaca assada com shoyo!
Rua 7 de Setembro, 428 – Centro
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Sorveteria Santo Doce
Rua Doze de Outubro, 15 – Aflitos
Tem sorvetes da marca alagoana Bali. Muito sabores são à base de água. Provamos dele em Maceió.
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Chinês vegetariano (Tian Chu)
Rua Martins Júnior nº 59 – Boa Vista
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Udon Cozinha Oriental
Tem muitas opções vegetarianas sinalizadas no cardápio.
Rua Raimundo Freixeiras, 175.
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Green Vegetariano
Rua Gervasio Pires 577.
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Centro Naturista Oasis
Avenida Norte 3028 – Encruzilhada
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Veggie Restaurante (ovolactovegetariano)
Av. Conselheiro Rosa e Silva, 1460 Empresarial Etc. – Aflitos.

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Blue Temakeria (Tem temaki vegano).

Estrada das Ubaias, 289, Casa Forte

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Mixirica Olinda (Tem burguer de soja e legumes).

Av Getulio Vargas, 1128 – Olinda.

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Empório Pura Vida (produtos e lanches veganos)
Rua da Praia, 169 – Santo Antônio
Está na nossa lista de empórios veganos no Brasil.
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Da Chita
Rua Academico Helio Ramos na Cidade Universitária da UFPE
Por trás do Colégio de Aplicação. Facebook.
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GRUPOS DE DEFESA ANIMAL QUE ATUAM EM RECIFE:
Fotos: Vegetariando por aí

É leve, é? Turismo vegan em Maceió, Alagoas.

Bem vind@s a mais um destino do Vegetariando por aí! Após explorar delícias veganas no sul, sudeste e norte, resolvemos conhecer das mais belas praias do nordeste brasileiro, o que acabou se desdobrando no lugar mais impressionante já visitado durante o Vegetariando por aí. Pousamos em Maceió, capital de Alagoas, terra dos guerreiros, rendas, mangaba, coco, tapioca, pitanga, castanhas, piscinas naturais… Estado que aboliu a exploração de animais em circos desde 2011 e que tem movimentação vegana em ascensão.
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A princípio pensamos em nos hospedar na praia do Francês, por ser badalada e ficar mais perto da Praia do Gunga, mas a distância dela para o centro é considerável. Nos hospedamos então na praia de Pajuçara, que além de muito bonita, tem ótimas opções para lazer e comida, como vocês irão ver mais abaixo. Além disso, fica de frente para as piscinas naturais, a 5 minutos de carro do centro histórico e dos restaurantes que nos interessavam, e a pé do banco de areia de Sete Coqueiros, da feira de artesanato, lojas de conveniência e farmácias.

Piscinas naturais de Pajuçara

 

Tapioca tradicional.

 

Suco de mangaba

Logo que chegamos no hotel, desfizemos a mala e partimos para o almoço. Ao pegar o taxi já percebemos uma diferença do pessoal do Nordeste, e não estamos falando só do sotaque, mas também do humor típico do Nordeste. O taxista ficou super curioso para saber onde almoçaríamos, o Natureza Viva. O nome chamou a atenção dele, que insistiu em saber mais sobre o local. “É leve, é?”, perguntou umas três vezes muito interessado.

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O restaurante é de “comida natural”, que fica perto de Pajuçara, com bufê a quilo e lojinha de produtos naturais, muitos do quais veganos e sem glúten. O lugar não é vegetariano, mas tem opções veganas. Para sanar qualquer dúvida sobre os pratos, chamamos a nutricionista que fica no local, e apesar dela não saber a primeira vista o que seria vegan, nos indicou quais eram os pratos 100% vegetais. A comida não é excepcional, mas é gostosa. O lugar é tranquilo, limpo e o que mais nos surpreendeu, foi a torta de banana sem leite e ovos, feita com aveia e melado. Um dos melhores doces já provado. Então mesmo que você não seja grande fã de pratos doces como a Dani, peça, pois pode se surpreender com essa sobremesa.

Prato vegan no Natureza Viva

Torta de banana vegan do Natureza Viva

Torta de banana vegan do Natureza Viva

Para o dia seguinte agendamos um passeio turístico de van que busca no hotel na hora marcada. Sempre ficamos com o pé atrás com passeio de agência, pois normalmente você acaba ficando preso ao guia, além de ser mais caro do que fazer por conta própria, mas esse não foi o caso. Foi mais confortável, rápido e proveitoso. Além disso, o passeio custaria normalmente R$30,00 para cada um, mas barganhando saiu por R$50,00 para o casal. Então seguimos em direção ao município de Marechal Deodoro, onde passamos rapidamente pela famosa Praia do Francês. A praia não fica devendo em nada para Pajuçara e a estrutura não é tão boa como a de lá, além disso, demos uma lida que o som alto é constante por lá.

Depois, chegamos a praia da Barra de São Miguel e de lá pegamos uma lancha (R$25,00) para a tão esperada praia do Gunga. Esse passeio não é tão fundamental, mas não deixa de ser lindo. Tem duas paradas, em um recife de corais e em um banco de areia para um tranquilo banho. De lá a lancha segue para o cartão postal de Alagoas, a praia do Gunga, caminho  para as incríveis e cinematográficas falésias!
Água de coco em Barra de São Miguel - AL

Água de coco em Barra de São Miguel – AL

Aqui fazemos uma atualização em janeiro de 2017 (o texto e viagem são de 2013): não ande de veículos nas praias! Muitas tartarugas, incluindo ovos e filhotes são esmagados nesses passeios. A maioria das vezes esses passeios são feitos sem respeitar regulamentação e o período de desova das tartarugas. Algumas vezes foi preciso intervenção da polícia ambiental após denúncia para que os carros fossem apreendidos, porque por eles, continuam sem avisar aos turistas das implicações e crime ambiental. Então: NÃO FAÇA PASSEIOS DE VEÍCULOS NA FAIXA DE AREIA DE PRAIAS! Isso acontece na praia do Gunga e em muitas outras.

É possível chegar as falésias em uma caminhada de 6km pela praia ou pela estrada por fora. Assim se respeita o habitat dos animais na faixa de areia. As falésias, gigantes formações de areias multicolores, desenhadas pelo vento ao longo do tempo, que já foi cenário de filmes como Paraísos Artificiais e O Bem Amado. Ainda nos brinda com uma fonte de água doce para mergulhar. Experiência imperdível.

Passamos por esse e outros carcarás lindos e livres na praia do Gunga, perto das falésias.

Passamos por esse e outros carcarás lindos e livres na praia do Gunga, perto das falésias.

Chegamos de volta ao hotel às quatro da tarde e à noite saímos para caminhar na orla e encontramos a sorveteria Bali, com mais de 90 sabores de sorvetes, dentre umas 2 dezenas eram a base de água, sem leite! É só montar como preferir e pesar. Difícil foi escolher e como sempre rola, fizemos uma misturada na ânsia de experimentar de tudo um pouco. Tamarindo, caipirinha, cajá, vinho, mangaba, limão, amora…
sorveteria bali em maceió vegano
No terceiro dia acordamos cedo para pegar uma jangada (R$25,00) para as piscinas naturais de Pajuçara. Vale a pena também alugar (caso já não tenha) óculos de mergulho, pois há muitos peixes, ouriços e corais nessas piscinas. Os peixes chegavam perto, morderam nossos dedos, nadaram junto, e ainda ficamos na expectativa de aparecerem tartarugas. Lá também dá para alugar caiaque (R$10,00) para ir até as outras piscinas. Em todas essas piscinas naturais, há barcos bares, para relaxar a vontade. Vale sempre lembrar: não dê comida para os peixes, como pão ou outra coisa. É crime ambiental por diversos motivos.
Voltamos às 10 horas, completando 2 horas de passeio. Depois de uma água de coco e um breve descanso chegou a hora de conhecer mais um restaurante com comida vegana em Maceió. Fomos até o Ser-afim, perto da praia de Ponta Verde. O lugar é de longe o mais recomendado por nós. É lactovegetariano, mas sempre com muitos pratos veganos. Comemos uma feijoada de shitake e legumes maravilhosa, que sempre é servida as quartas e sábados, e um guizado provençal também delicioso. Como se não bastassem as delicias, o ambiente do local é encantador, com ótima música, uma linda decoração e o vento característico de Maceió.
opção vegana em maceió restaurante ser-afim
 À noite jantamos um acarajé dos melhores. Já estávamos sem esperanças de encontrar um vegano, mas achamos na barraca Acarajé Sabor da Bahia em frente à Feira de Artesanato de Pajuçara. Um acarajé caprichado feito por um rapaz que já com a ideia de atender a toda clientela sem exceções, prepara a massa do vatapá e do caruru sem camarão moído. A pimenta foi alertada pelo colega como “veneno”, que quer dizer que é muito forte mesmo para nordestinos, então acredite! A Daniele que ama pimenta já aprendeu que esse alerta não é brincadeira e pediu para colocar bem pouca, pois sem não tem graça, o que já rendeu algumas tosses.
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Reservamos o quarto dia para conhecer o centro histórico de Maceió. Para quem ficar mais dias pela cidade, há diversos outros passeios que parecem valer a pena, como o Delta de São Francisco com dunas e o por do sol no passeio das Sete Ilhas na lagoa do Mundaú. O centro histórico, apesar de não ser muito divulgado, nem valorizado pelo turismo, já que perde a atenção para as praias, é muito rico com seus diversos prédios históricos de arquitetura barroca e neoclássica, com museus e igrejas.
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O segredo é ir para a Praça Floriano Peixoto, popularmente conhecida como Praça dos Martírios. Lá perto tem o restaurante Sels, que é lactovegetariano, mas não encontramos opção vegana. O lugar é muito simples, a parte de leitura é apenas religiosa e há uma lojinha de produtos onde se encontra missô, salsicha de soja, dentre outros, como no Natureza Viva. Nessa praça estão o Palácio do Governo, que é um prédio neoclássico muito bonito e aberto a visitação quando não há reuniões. Nesse dia não demos sorte, pois o governador estava em reunião com ministros.
praça marechal maceió

Praça Marechal Deodoro ou Praça dos Martírios

Olhamos por fora o prédio da antiga intendência e a Igreja dos Martírios, que é muito bonita e diferente, com azulejos e torres de porcelana. Às 14h abriu o Museu Fundação Pierre Chalita, com um grande e imponente acervo de artes sacras. Esse museu é mantido com recursos particulares. Fomos recebidos por um menino responsável pela limpeza do local, e como o guia faltou no dia por questões médicas, foi ele quem nos acompanhou, explicando muito bem sobre a história das peças e do local, assim como as dificuldades de gerir e manter o espaço sem ajuda governamental, além da pouca visitação.

Museu Pierre Chalita

Descendo a rua da igreja em direção a praia, encontramos outros prédios históricos sendo restaurados, a Catedral de Maceió e subindo a rua do lado dela tem o mirante Santa Luzia. Voltando para a rua da igreja, passamos pelo Artesanato dos Guerreiros, prédio da Academia de letras e chegamos a praia onde tem o Museu Theo Brandão, um dos prédios mais bonitos e com acervo da cultura alagoana mantido pela UFAL.

Museu Théo Brandão

A tarde comemos tapioca tradicional com suco de pinha e de umbu-cajá. E a noite recebemos a encomenda da Amanita Veg, que é um delivery de lanches veganos. O único serviço genuinamente vegano que tivemos contato na cidade. Pedimos salgadinhos e uma quiche de “falso camarão” feito com repolho, cenoura refogada e um bobó de verduras. Uma delícia! A massa também é saborosa e leve. Deu até para fazer uma marmita para a viagem!

Quiche de “falso camarão” do Amanita Veg

Fechamos com uma dica importante que é consultar a tábua de mares antes de agendar a viagem, para ir quando a maré está baixa, e assim poder aproveitar os mares mais calmos, as piscinas naturais e uma cor de mar indescritível! Esperamos então ter conseguido inspirar boas sensações e proveitos dessa terra, valorizando tanto sua beleza natural que deve ser respeitada em vida, quanto a sua riqueza cultural e histórica, que não precisa se pautar em exploração animal. Caso já conheça, compartilhe aqui conosco suas impressões e descobertas, e se tiver se motivado a visitar Maceió, nos leve junto de volta! Até o próximo destino! Onde será? Mande-nos sugestões!

SERVIÇO

Restaurante Ser-Afim
Rua Paulina Maria de Mendonça, 141, Jatiúca
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 12h às 15h
Mais informações: 3313-3155

Amanita Veg Delivery
Pedidos com 3 dias de antecedência: amanitaveg@gmail.com

Natureza Viva

Av. Fernandes Lima, 879 – Farol (perto da praia de Ponta Verde)

Horário: Segunda a sexta das 11h às 15h

Sorveteria Bali

Avenida Dr Antônio Gouveia 451, Praia de Pajuçara.

Acarajé Sabor da Bahia

Barraca em frente a feira de artesanato na praia de Pajuçara.

Av. Doutor Antonio Gouveia, 1447

Sels

Rua da Alegria, Centro.

GRUPOS DE PROTEÇÃO ANIMAL E DIREITOS ANIMAIS DE MACEIÓ (achamos por pesquisa na internet.Não os conhecemos pessoalmente)

Ong Criaturas do Bem

Grupo Vida Animal de Maceió (GVAM)

Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (NEAFA)

NOTA ZERO:
Empresa de Maceió SOCOCO escraviza burros para economizar na produção. VEJA AQUI.

Passeio com veículos na faixa de areia das praias.

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