Categoria: feijoada

Roteiro vegano, o barroco, a idade média e o oriente em Recife e Olinda

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Como não amar o nordeste? Quando fomos a Alagoas ano passado, ficamos maravilhados. Mergulhar no litoral nordestino é uma experiência que desejamos repetir mais vezes e que todos possam ter um dia na vida.
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Já Recife, capital de Pernambuco, é uma das maiores metrópoles do Brasil, onde a escravidão para tração animal está sendo abolida, e terra de Paulo Freire, do frevo, maracatu e manguebeat. Nessa cidade também dá para aproveitar muito da cultura, que está melhor preservada tanto no centro histórico, quanto na cidade próxima, Olinda, a apenas 7 km de distância.
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5 releituras veganas de comidas típicas do Brasil

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O Brasil tem uma rica culinária herdada principalmente dos indígenas (uso de mandioca, etc.) e dos africanos. A gastronomia faz parte da cultura, e assim como ela, está em constante mudança por meio das interações e questões políticas e sociais. Descobrir novos paladares é se aventurar em novas sensações estimulantes e marcantes.
Aqui descrevemos cinco releituras veganas de comidas típicas brasileiras que já provamos  em viagens por aí, e onde as encontramos. A releitura de comidas típicas do seu país para o vegano é muito importante, pois a comida tem memória afetiva.
Você não pode deixar de provar! Tem sua predileta, ou lugar/receita especial? Conta pra gente nos comentários!
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1. Moqueca com pirão (Paraty)

Prato de origens indígenas típico do Espírito Santo, mas também popular na Bahia, é um cozido mo leite de coco e dendê (este último, na versão baiana), feito e servido especialmente em tacho de barro. Com o caldo da moqueca e a farinha de mandioca, se faz o pirão. Essa é uma moqueca de pimenta dedo de moção e banana da terra. Ingredientes bem brasileiros! Também amamos moqueca de palmito.
Moqueca vegana de banana da terra, palmito e pimenta de bico. Foto: Vegetariando por aí

Encontramos aqui.

2. Feijoada (Rio)

De origem africana, é o prato brasileiro mais famoso. a feijoada é um guisado onde uma variedade de defumados e/ou legumes são cozidos no feijão. Na feijoada pode ir tofu defumado, proteína texturizada de soja grande, shitake, cenoura, glutadela, linguiça e salsicha vegetal, seitan e uma variedade de legumes.
Feijoada completa. Foto: Vegetariando por aí

Encontramos aqui.

3. Coxinha de jaca verde (São Paulo)

Típica dos botecos de São Paulo, difundida em todo o Brasil, e presença constante em festas, a coxinha é um salgadinho frito. Uma massa de farinha de trigo recheada com pts de soja refogada com azeitonas e tomates, mas interessante mesmo são os recheios de jaca verde desfiada. Em São Paulo dá pra encontrar as coxinhas de jaca verde em vários lugares. Veja aqui alguns. Já em Curitiba, há a versão assada chamada pingo vegano.

Coxinha de jaca verde. Foto: Andreia Franco / Jaca Verde

4. Bobó (Rio e Alagoas)

Purê de aipim, misturado com leite de coco, dendê e nesse caso, os shitakes refogados.

Bobó de shitake. Foto: Vegetariano Social Clube no Rio

5.  Tapioca (Pará e Alagoas)

De origem indígena no norte do país, também conhecida como beiju, é feita com a fécula extraída da mandioca. O recheio tradicional é com coco ralado.

Tapioca molhada no leite de coco e coco ralado. Foto: Vegetariando por aí

Encontramos aqui.

EXTRA:

Pão de queijo de batata

Apesar do nome, o pão de queijo, iguaria de Minas Gerais, tem seu gosto típico não do queijo, mas novamente da mandioca, tão presente na nossa culinária.  Ele é feito com polvilho doce e azedo, que é fécula de mandioca. Segue de brinde a receita que é bem fácil! Abaixo.

2 xícaras de polvilho doce

1/2 xícara de polvilho azedo

1 + 1/2 xícaras de pure de batata (inglesa, mandioquinha, doce, etc.)

1/3 de xícara de óleo vegetal

1/4 de xícara de água morna

sal a gosto

1 colher de chá de fermento em pó

Adicione todos os ingredientes numa tigela grande. Misture e amasse tudo com as mãos. Depois faça bolinhas e coloque para assar em fogo baixo por 40 minutos. Coloque em forma untada e com uma distância de um para outro para crescerem.

 

 

Vegetariando e festejando pelo VegFest em Curitiba

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Estamos de volta para mais um destino do Vegetariando Por Aí, e dessa vez não foi só turismo! Esse final do mês de Setembro voltamos a Curitiba para o maior congresso vegetariano da América Latina, o VegFest. A Dani, que também é coordenadora da União Libertária Animal(ULA), tinha uma missão: honrar o convite de ser uma das palestrantes e compartilhar informações de qualidade sobre Direitos Animais para crianças com quem dedicasse seu tempo a ouvi-la. Olha a responsa! Mas correu tudo super bem, sala cheia de pessoas incríveis e nossa gratidão por estarem lá compartilhando esse momento.

 
Foto: Felipe Di Pietro
A ansiedade disso se mesclava a de encontrar pessoas que motivam, inspiram e orientam. Isso incluía as pessoas por trás de projetos como Instituto Nina Rosa, Anda News, Vista-se, escritores e muitos outros. A programação estava ótima. Demos preferência a dois assuntos que estão em ascensão e que nos interessam, o empreendedorismo social, e a educação humanitária e vegetarianismo para crianças. Mas ainda tinham conteúdos sobre ativismo, nutrição e arte. Para se ter uma ideia, fomos brindados com uma apresentação intimista do músico Osmar Barutti, integrante do Sexteto do Jô Soares e vegetariano.

 

 

 

 
Os três primeiros dias de VegFest ocorreram no campus agrárias da UFPR, e nesse período foi oferecido alimentação vegana no restaurante universitário. Ao que parece, diante do diálogo e da prática bem sucedida, essa opção vegana continuará. O que é um grande avanço tanto para a oferta de alimentação inclusiva, ética e saudável, quanto para a progressão de que um dia não seja mais uma opção, mas o habitual.
 
No local também tinha uma feira com diversos estandes! A maioria de lanches para saciar a voracidade vegana. Lá encontramos muita gente legal, com projetos incríveis.  De cupcakes veganos doces e salgados da Waleskups de Santa Maria (RS), aos hamburgueres, pingos (versão melhorada da tal coxinha. Esse é vegano e assado, apesar de parecer frito!) e a melhor pizza vegana da Terra, preparados com muito amor pelo Andrey e Ana Luiza. Esses últimos nem conseguimos tirar foto antes de comer, mas podem ser encontrados na Quitanda do Geraldo ou VegAninha em Curitiba. 
 
A noite passamos no Barba Hamburgueria, um espaço cheio, com decoração alternativa, rock e opção de hamburgueres veganos com queijo vegetal (nesse caso é necessário dizer que é vegano e solicitar a troca). Além do tradicional de soja, um dos sabores é de beterraba com feijão, que é mais cremoso e muito delicioso. A Dani adora essas misturas inusitadas, então a pedida foi certa!
 
Na segunda noite continuamos no estilo fast food e comemos cachorro quente vegano da barraquinha Superdog, que fica em frente a cantina italiana Originalle, da qual falamos no nosso primeiro post sobre Curitiba AQUI, pois ela tem uma seleção vegana no menu. Esse cachorro quente tem várias versões a escolher, e costuma ter, além da salsicha vegetal, palmito, pure, vegarella, etc. É muito bom! E esse também não deu tempo para a foto!
No dia seguinte visitamos o recém lançado Veg Veg, que é um empório vegetariano. A loja tem uma decoração charmosa, rica em detalhes e com muitos produtos veganos, como os sorvetes e queijos da Tofutti, salsichas, pastinhas… tudo 100% vegetal! Na mesma galeria tem uma creperia que incorporou sabores veganos graças a investida do pessoal do Veg Veg! Por isso sempre sugerimos que insista para que os estabelecimentos tenham opções veganas e mostrem possibilidades. Essa é uma boa maneira de mostrar que há procura e quem sabe teremos ainda mais estabelecimentos com cardápio vegano!  Lá provamos um muito gostoso, de Mandiokejo, tomate e palmito! 

 

 

No penúltimo dia almoçamos no Ohana, restaurante a quilo na praça de alimentação de orgânicos do Mercado Municipal. Ele não é vegetariano, mas tem ótima oferta de alimentos, e sem o péssimo hábito de misturar coisas de origem animal nos legumes. Depois, um cafezinho no Les Caffés Especiais, também no Mercado Municipal. Lá tem cappucino vegano e outros cafés elaborados.

 

 

Já no último dia o almoço foi no Bouquet Garni, que é ovolactovegetariano, mas tem a feijoada vegana mais deliciosa dentre as tantas gostosas que já comemos. O prato da foto é da Dani, com as misturas de sempre. Esse restaurante é um dos maiores que conhecemos. Tem dois andares, mini market, sofás… No domingo estava com buffet livre. Bem legal!

 

 

 
Gostaríamos de ter conhecido o Semente de Girassol, mas não deu tempo. O lugar parece ser muito interessante. E quem quiser mais dicas veganas de Curitiba, incluindo passeios dos quais não conseguimos fazer dessa vez, poder ver AQUI como foi nossa viagem ano passado. Curitiba é a cidade com mais opções veganas que encontramos, incluindo opções para a noite que é mais difícil de ter.
Essas experiências foram incríveis! Mas é engraçado como no fim o que mais nos tocou foi o menos planejado e mais simples: reencontrar/conhecer, criar laços e passar ótimos momentos de forma tão natural com pessoas maravilhosas que encontramos pelo ativismo de Direitos Animais. E claro, faltaram algumas pessoas especiais que gostaríamos que estivessem lá conosco também! 
 
Nosso agradecimento a quem nos presenteou com sua companhia, a Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB pelo convite e por terem realizado esse maravilhoso evento com grandes oportunidades de conhecimento, encontros, trocas e inspirações. Saímos muito mais motivados e capacitados para continuarmos na defesa animal. Em 2015 será em Recife! Guardem nosso lugar aí! Tem mais dicas? Comenta e compartilha aqui com a gente! Um mundo vegano de paz e respeito é possível e mais feliz!
“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.” Antoine de Saint-Exupéry
Nosso agradecimento especial ao ativista e amigo Paulo Guilherme Pinguim do Divers for Sharks, que está para o que der e vir, do Rio a Curitiba, do protesto a comemoração! Esse espaço final, sempre dedicado a indicação de projetos pelos animais dentro do contexto do post, vai especialmente para esse trabalho incrível e incansável em prol dos tubarões, tão perseguidos e dizimados em seu próprio habitat. E em Recife, onde será o próximo VegFest, o trabalho é mais pesado em relação a isso. Se preparem então para 2015! Acesse: https://www.diversforsharks.com.br/
SERVIÇO:
Bouquet Garni: Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 271 Centro. (41) 3223-8490 
Les Caffés Especial: Avenida Sete de Setembro, 1865 – boxe 311, Mercado Municipal.
O Barba Hamburgueria: Rua Vicente Machado, 578/642 Centro. (41) 3018-0825
Quitanda do Geraldo – Espaço Vegano: Av. Anita Garibaldi, 2140. Bairro Ahu. (41) 8861-5486
SuperDog: Rua Manoel Pedro, esquina com Rua Munhoz da Rocha, Bairro Cabral. (41) 9929-7172
Veg Veg Empório Vegetariano: Galeria General Osório, Praça Osório, 333- Loja 13. Centro.  (41) 3023-8015.
Semente de Girassol – Loja ativista vegana: Rua Treze de Maio, 512 São Francisco.

É leve, é? Roteiro de viagem vegano em Maceió, Alagoas

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Bem vindos a mais um destino do Vegetariando por aí! Após explorar delícias veganas no sul, sudeste e norte, resolvemos conhecer das mais belas praias do nordeste brasileiro, o que acabou se desdobrando no lugar mais impressionante já visitado durante o Vegetariando por aí. Pousamos em Maceió, capital de Alagoas, terra dos guerreiros, rendas, mangaba, coco, tapioca, pitanga, castanhas, piscinas naturais… Estado que aboliu a exploração de animais em circos desde 2011 e que tem movimentação vegana em ascensão.
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Vegetariando pela cidade imperial: Petrópolis

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Mais um feriadão nesse nosso Brasil, e nada melhor que aproveitá-lo com uma viagem curta para uma cidade pequena. Resolvemos voltar a um lugar que gostamos muito: Petrópolis, a cidade imperial na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Aliás, esse artigo aproveita para homenagear essa cidade que em junho celebra as tradições de seus colonos alemães, através da Bauernfest. Admiramos e respeitamos esse povo que deixou a cidade imensamente charmosa com sua arquitetura e paisagismo, mas preferimos evitar as barracas de salsichões esfumaçando, os embriagados com a cerveja a metro e a cidade lotada, e fomos fora da data da festa do colono para aproveitarmos a cidade mais tranquila e mais nossa. Aliás, fomos em clima de Dia dos Namorados.

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